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quinta-feira, 2 de junho de 2016

Dissertação sobre a Arte, a propósito de uma coreografia sobre o Bolero, de Ravel



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Last scene of Les uns et les autres (1980) - le boléro de Ravel (aka Bolero)

Dissertação sobre a Arte, a propósito de 
uma coreografia sobre o Bolero, de Ravel

A todas as minhas amigas
 e a todos os meus amigos
 que fazem da Arte um 
Destino e uma Ambição.

Se a Arte derivou da racionalidade do Homem, sem a qual não teria sido possível a sua existência e evolução, também é verdade que a Arte serviu para humanizar a racionalidade, evitando a sua "robotização biológica". O Homem humanizou-se através da Arte, no sentido em que ela lhe moldou o sentido do Belo e do Sublime, do Sonho e da Sublimação, conceitos que mais tarde a Filosofia racionalizou, e que lhe permitiu ultrapassar a fronteira do real e alcançar o estado da abstracção. Ao contrário da Política, da Economia, das Religiões e da Guerra, é a Arte que une os homens e fomenta a Paz. E é por isso que nos maravilhamos perante uma obra de Arte. 
E é o que acontece ao assistirmos a esta dança, concebida sobre o Bolero de Ravel, em que as duas manifestações artísticas se harmonizam, através das suas linguagens próprias, num equilíbrio estético sublime e grandioso, que desperta intensas e fortes emoções.

Dissertação sobre a Arte, a propósito de uma coreografia sobre o Bolero, de Ravel

Maya Plisetskaya - Bolero (choreography by Maurice Béjart)

Dissertação sobre a Arte, a propósito de 
uma coreografia sobre o Bolero, de Ravel

A todas as minhas amigas
 e a todos os meus amigos
 que fazem da Arte um 
Destino e uma Ambição.

Se a Arte derivou da racionalidade do Homem, sem a qual não teria sido possível a sua existência e evolução, também é verdade que a Arte serviu para humanizar a racionalidade, evitando a sua "robotização biológica". O Homem humanizou-se através da Arte, no sentido em que ela lhe moldou o sentido do Belo e do Sublime, do Sonho e da Sublimação, conceitos que mais tarde a Filosofia racionalizou, e que lhe permitiu ultrapassar a fronteira do real e alcançar o estado da abstracção. Ao contrário da Política, da Economia, das Religiões e da Guerra, é a Arte que une os homens e fomenta a Paz. E é por isso que nos maravilhamos perante uma obra de Arte. 
E é o que acontece ao assistirmos a esta dança, concebida sobre o Bolero de Ravel, em que as duas manifestações artísticas se harmonizam, através das suas linguagens próprias, num equilíbrio estético sublime e grandioso, que desperta intensas e fortes emoções.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Maya Plisetskaya - Bolero (choreography by Maurice Béjart)




Morreu, no passado dois de Maio, aos 89 anos, a coreógrafa e bailarina Maya Plisetkaya, que se constituiu numa lenda do ballet clássico do século XX. Também morro um pouco, quando vejo desaparecer alguém que admiro.
A sua interpretação do Bolero de Ravel transporta-nos ao êxtase da beleza da Arte. O corpo absorve o ritmo sincopado dos sons musicais, que se transformam em movimento sublime, esteticamente perfeito.
Repare-se, na parte final da actuação, e perante os vibrantes e continuados aplausos do público, na elegância dos desenhos coreográficos, que Maya Plisetskaya executa, em agradecimento. Parece passear-se, como uma pena, por um chão de nuvens, que pisa com delicadeza. Há nesta composição coreográfica uma geometria corporal de grande beleza.